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Conservação e Restauro do Mosaico Romano da Casa da Medusa

Alter do Chão

2015-02-17

Iniciou-se hoje mais um importante trabalho de relevância nacional. A intervenção de conservação, restauro e valorização do mosaico romano da casa "Medusa" - Alter do Chão, Portalegre.
A fundação de Alter do Chão remonta aos romanos no ano de 204 a. C., no entanto há vários historiadores que colocam a hipótese de a sua origem ser celta ou até mesmo do povo Túrdulos. Em Abelterium (Alter do Chão) passava uma importante via romana que ligava Olisípio (Lisboa) a capital da Lusitânia, Emérita (Mérida, Espanha), denominada no XVI do Itinerarium Antonini Augusti, e originalmente escrito no século III d. C.
A casa “Medusa”, localizada a nordeste do edifício termal, era uma estrutura habitacional de grandes dimensões e possivelmente de grande beleza e riqueza. O principal mosaico desta habitação e objeto da nossa proposta de conservação e restauro, trata-se de um pavimento decorativo e figurativo, a parte central/figurativa apresenta uma variedade e quantidade de tesselas em pasta vítrea em tons de azul, verde e vermelho, onde surge a figura da Medusa como figura principal. Este mosaico é uma representação da penúltima cena do Canto XII de Eneida, de Virgílio, esta representação descoberta durante as escavações arqueológicas dirigidas pelo Dr. Jorge António deu o nome a todo o complexo habitacional “Casa da Medusa”. Pois na parte central do painel temos esta figura no escudo segurado por Eneias. Este conjunto é datável do ano IV d. C., segundo os dados/contextos arqueológicos recolhidos durante as escavações.

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